Uma pousada que funciona, com alvará, desde o ano 2000. Situada na Colina, Vila do Trinta a Pousada Magia fica a 20 minutos do Porto, 10 da Vila dos Remédios e das Praias do Cachorro e da Conceição. Muito bem localizada, situa-se próxima aos mercados, farmácia, diversos restaurantes, lanchonetes, padarias e do Hospital. Reservas no e-mail: pousadamagia@yahoo.com.br ou nos telefones: 81/3619 16 38 ou 81/96397871
POUSADA MAGIA EM FERNANDO DE NORONHA
Postado em Uncategorized com as tags Aguas Claras, Atlantis, Brasil, Brazil, Daniela Garcia, Daniela Garcia Mesquita, Dive Brazil, Dive Noronha, Fernando Cesar Mesquita, Fernando de Noronha, Islands, Mergulho, Noronha, Pousada, Pousada em Fernando de Noronha, Pousada em Noronha, Pousada Magia, Praias em agosto 23, 2011 por Daniela MesquitaPousada Magia em Fernando de Noronha
Postado em Daniela Garcia, Daniela Mesquita, Fernando de Noronha com as tags Brasil, Brazil, Fernando de Noronha, ilhas no Brasil, Mergulho, Noronha, Pernambuco, Pousada, Pousada em Fernando de Noronha, Pousada em Noronha em agosto 8, 2011 por Daniela MesquitaNo ano de 1998, foi iniciado o projeto de se colocar em prática um sonho chamado ” Pousada Magia”. Nesta época, eu era mergulhadora e trabalhava na Operadora de Mergulho Águas Claras. Uma de minhas atividades na empresa era a de “batizar” pessoas no mundo subaquático. O batismo consiste em levar, de mãos dadas, a pessoa ao fundo do mar. São em média 30 minutinhos nesta experiência que com toda certeza, muda para sempre a vida destas pessoas. Muitos saem chorando, agradecem. Muitos sequer sabem nadar e colocam em nossas mãos, sua vida e se entregam a este contato explícito com Deus, o fundo do mar.
Bem, no trabalho de mergulho, pelo menos em Noronha, o salário é pago em função da quantidade de mergulhos que vc faz por dia. Então, nesta época, na minha visão, cada mergulho, além da experiência feliz de ser um instrumento de alegria para o próximo, também correspondia a um, dois, três sacos de cimento…
E assim foi indo, tal qual como uma formiguinha constrói seu lar ou um passarinho seu ninho, de galho em galho, de graveto em graveto, foi surgindo a Pousada Magia. Primeiro uma parede, um banheiro, um ano para receber água encanada, luz de velas, muitos churrascos em cima da lage, muitas histórias de lágrimas, tanto de tristeza, quanto de alegria…
Sua inauguração foi em dezembro do ano 2000 e como primeira hóspede tivemos a atriz Sônia Braga, que eu sempre chamo de nossa estrela da sorte!
Noronha tem um relógio particular, um tempo próprio e quando moramos na ilha, acabamos nos encovendo nesta velocidade…daí um dos motivos para as fotos do site estarem beeem desatualizadas…tipo fotos de 5 anos atrás…aff, porém, aqui posto algumas fotos que possuo, em que é possível sentir a boa energia da pousada, que possou dezenas de cristais enterrados no terreno, um vento que sompra constantemente, um silêncio que deixa saudade em quem passa, uma energia que faz com que vários hóspedes, muitas vezes, passem o dia lendo um livro na rede da varanda.
A Magia é uma pousada simples, sem luxo, porém com uma proteção de anjos e espíritos de luz infinita. Quem já foi sabe disto, quem não foi tem que ir para sentir!
Fantasmas, mentes e a rosa. Nada como uma crise para equilibrar o pensamento
Postado em Uncategorized com as tags Crise, Daniela, Daniela Garcia Mesquita, Mente, O Pequeno Príncipe, Superação, Tai Chi Chuan, Tristeza da alma em maio 11, 2011 por Daniela MesquitaHum. Hoje e nos últimos dias eu tenho tido um insight em flashes sobre uma constante que é dita em teoria e que com certeza tbm é real na prática, se aplicada com consciência, of course.
Tentando desenhar a linha de pensamento é algo assim. Pense em uma fotografia, um contexto permanente. A foto é fato.
Bem, agora pense em vc olhando esta mesma fotografia, por duas semanas consecutivas. A foto é a mesma? Sim. Você, em duas semanas, é a mesma pessoa? Sim ( terraqueamente falando). Agora, a sua emoção, em cada dia destas duas semanas, é a mesma? Não.
É a lição que aprendi nestas duas últimas semanas. Minha vida é a mesma. Meu trabalho, meu filho, minha casa, o andamento do meu livro, os amigos. Não houve nenhum mudança drástica nos fatos, mas, houve no emocional.
Nada mudou externamente, mas mudou no modo de sentir o olhar. Porquê?
Mesmo na crise eu pensei nisso. Eu olhava tudo ao meu redor, mas não queria enxergar que estava tudo bem, que nada havia acontecido de repente para que eu estivesse sentindo aquela tristeza. Todo mundo tem seus fantasminhas, mas, porque conseguimos viver a maior parte do tempo não os alimentando, mas, quando menos esperamos eles surgem fazendo buuuuu na sua mente?
Eu tenho a sorte de receber a visita deles pouquíssimas vezes em anos, mas sei que tem gente que não vive sem eles. Eu não sou melhor que ninguém, mas vejo que se a vida tivesse 100 dias, na minha eles só caberiam em um.
Estava analisando o que fiz, ou o que não fiz, para que eles tenham vindo aqui me perturbar, em plena ilha da Magia.
Ontem voltando da aula de Tai Chi Chuan, após quase dois anos sem praticar, me peguei levitando em plenitude e achei a resposta!!! Precisamos de armas! Precisamos viver em alerta, criar barreiras de proteção, alimentar o nosso próprio exército. Como? Cada um tem a sua própria receita. A minha é jamais me afastar do meu Buda, do meu Tai Chi, de uma alimentação sem muito éca, caminhadas e principalmente ACREDITAR sim que as coisas vão dar certo.
O motivo X que me derrubou foi justamente isto. No exato segundo em que deixei de acreditar que meu livro daria certo e que talvez eu devesse encarar que nem tudo é como queremos eu caí e, é claro que quando caímos , leia-se baixar a vibração dos pensamentos, as alminhas sebosas correm em nossa direção super contentes para se alimentar da nossa energia.
Se vc não reagir nos primeiros momentos, pronto, elas fazem a festa. E aí eis vc, no mesmo contexto externo, na mesma casa, no mesmo trabalho, na mesma vida…em lágrimas. Isto é ridículo! É uma infelicidade irreal, quer dizer, ela não existe lá fora, somente dentro de vc, criada por vc, alimentada por vc. Você é masoquista ou o quê??
Mas aí vem a parte boa: se vc criou, vc tbm tem a fórmula de destruí-la. E quanto mais vezes vc vence a guerra, mais armado vc fica para a próxima, caso ocorra. É por isso que eu digo que a tal da adolescência é a pior fase da vida de um ser humano. Pobres de nós, achando que sabemos tudo e não sabendo quase nada…E quem não sabe nada e acha que sabe tudo é prato cheio para furacões e tempestades. Na hora que vem é que vc vê que não tá pronto para aquilo. Eu digo que nós não vivemos a adolescência, nós sobrevivemos a ela.
Sei que existem os traumas de infância, de momentos tristes passados, mas, se já perdemos tempo sofrendo com o que houve há tempos, é um desperdício continuar perdendo vida agora. Somos adultos, reis de nossas escolhas, donos do nosso presente.
Tem gente que faz terapia para lidar com os próprios demônios. Isto nunca funcionou comigo, tenho preguiça, pois eles são maiores que eu e uma vida é pouco para uma conversa bem sucedida. Melhor mesmo é eu Keep Going usando o amor como escudo e espada.
O que me faz bem é a manutenção do dia de hoje, de lembrar que quando acontecem coisas ruins aquilo é apenas uma fotografia. O importante é sentir no tempo certo e jamais se esquecer de que muito mais importante do que acontece no mundo externo é o que se passa dentro de nossas mentes. A mente de cada um é seu próprio universo. Que nem na história do Pequeno Príncipe. Não podemos jamais nos esquecer de regar a rosa. É ela que nos permite enxergar o mundo de forma positiva ou não.
Ps: tudo isto em relação à tristeza da alma, não à fatos concretos na fotografia. Que aí já é outra história…
A Religião de Sunshine
Postado em Uncategorized com as tags Bíblia de Sunshine, Brasília, Charles Manson, Daniela Garcia Mesquita, formatura, Maristinha, Tim Tones, U2 em março 1, 2011 por Daniela MesquitaQuando eu estava na oitava série, no colégio que eu estudava, o Maristinha, era obrigada a ter aulas de religião.
Apesar da professora ser boazinha, eu não tinha muita paciência para aquelas aulas sobre a Bíblia, pecado, inferno, céu , parábolas e coisa e tal.
Bem, para animar um pouco mais as aulas, resolvi criar minha própria religião e propagá-la pelos corredores do colégio.
A Lenda de Sunshine ou Religião de Sunshine se baseava um pouco na natureza e seus corpos, elementos etc como o próprio Deus. Havia Sunshine, o Deus Mor e seus coadjuvantes como Skyshine, Starshine e Moonshine. Todos com suas características próprias.
Na aula de religão da escola, e, já com a religião de Sunshine sendo divulgada, e, já com alguns discípulos pelos corredores da escola que me saudavam : Salve, Sunshine!”, resolvi apresentar a seita à professora de Religião.
Contei sobre o que se baseava a seita, a forma de agir, as frases de efeito adapatadas e a professora ficou interessadíssima ( inocência) e me pediu algum folheto para que ela entendesse melhor. Bem, lá fui eu desenhar os folhetos e folders e, já empolgada e a pedidos, resolvi escrever a Bíblia de Sunshine, com desenhos e teorias.
Eu usava um colar de barro que era uma lua e um sol e dizia ser este o Tótem de Sunshine! Tipo o brasão da seita.
Só sei que o negócio pegou e cresceu. O que tinha de gente atrá de mim na escola para que eu proclamasse os princípios da seita, com todo uma entonação de voz e seu devido clamor era cômico. As pessoas me cumprimentavam na escola com reverência e eu, com aquele cara de Charles Manson, dizia: Salve, salve!
Na nossa formatura de oitava série, viajamos para o Sul do Brasil. De avião saindo de Brasília, mas busão pelos estados do PR, SC e RS. Nessa, ônibus com microfone , quem é que chamavam para falar lá na frente?? E lá ia eu falar com cara de Tim Tones sobre as premissas, conceitos e verdades de Sunshine. E tudo inventado na hora. A galera fazendo um monte de perguntas e eu respondendo com a mais completa calma e segurança. Todo mundo sabia que era uma grande brincadeira, mas rendeu boas risadas e as aulas de religião ficaram muito mais interessantes!
Hoje eu penso que, como é fácil criar uma seita. Não é a tôa que Charles Manson levou centenas ao sacrifício por acreditarem em que mesmo?? Até hoje eu não sei…Bando de louco seguindo um mais louco ainda.
Toda o pessoal daquela época de Maristinha ainda me chama de Sunsha. Minha mais fiel discípula é a Cristina, que até a mãe me chama de Xanxa…uma variação regional para Sunsha. Ah, Sunsha é apelido de Sunshine.
Um dos detalhes na Bíblia é que todos os discípulos desenhados eram cabeludos…em homenagem ao vocalista do U2 Bono Vox, única banda que realmente amei, desde os meus 13 anos. Minhas tias me chamavam de Dalila: ” A Dada, adora um cabeludo!”
Eu sou meio desapegada com coisas do tipo” coisa”, mas a Bíblia de Sunshine eu não poderia ter perdido. Não sei que fim levou, mas a história continua viva para todos aqueles que participaram da nossa formatura e que me conheceram naquela época.
Nômade, naturalmente
Postado em Uncategorized com as tags Brasília, Daniela Garcia Mesquita, desapego, Fortaleza, mudanças, nômade, Noronha, Olinda, Recife, UFSC, UNESP, Unifor, Wichita em fevereiro 25, 2011 por Daniela Mesquita” Já morei em tanta casa que já nem lembro mais…” ( Renato Russo)
Eu tenho que pensar muito para fazer a lista dos lugares que já morei. Nasci em Brasília e aos 15 anos fui morar nos EUA; aos 17 fui fazer Engenharia Florestal na Unesp de Botucatu-SP; aos 19 biologia na UFSC em Floripa; aos 21 montei minha pousada em Fernando de Noronha; depois Hotelaria na Unifor em Fortaleza, Jornalismo em Fortaleza, Jornalismo em Brasília, Jornalismo em Recife, Olinda e Floripa novamente. Tudo isto com Noronha sempre nos intervalos entre uma cidade e outra.
As pessoas me perguntam: Você é filha de militar para estar sempre se mudando? Eu digo não, isto é algo natural em mim. Quando eu vejo, já estou em outra cidade e, segundo a minha mãe, largo tudo para trás levando apenas o Lucca, o Dartagan e minha máquina de fazer pão embaixo do braço. Agora além do Dartagna tem a Daphine e a Cacimba. Já deu para perceber que são cachorros né? Os hamsters nunca vivem o suficiente para a mudança que são geralmente de dois em dois anos ( tempo de vida e um hamster). E a máquina de pão já me desapeguei. Deixei na outra ilha.
Eu fico espantada com algo que é mais que natural na sociedade de hoje. Algumas vezes passo anos sem ir à algum lugar, estando em diversos outros, e quando retorno parece que nada saiu do lugar. As pessoas fazendo a mesma coisa, morando nos mesmos lugares. Isto não é uma crítica. É apenas algo que foge completamente da minha realidade. O que me faz feliz, poderia ser o pesadelo do próximo. Noronha é um exemplo disto. Meu irmão que mora em São Paulo não duraria duas semanas morando em Noronha, aliás, nem um dia se fosse para morar.
Em relação aos amigos , na vida de peregrina existe os dois lados. Tenho amigos em todo canto, o que é bom, mas, pelo fato de estar sempre mudando, a saudade acaba sendo uma constante . Eu tenho minha turminha de Brasília, minha turminha de São Paulo, minha turminha around the world, minha turminha de Floripa e minha turmona de Noronha. Saudade saudável.
Já tive alguns segundos de crise. Céus, porque eu não fico em lugar algum? Já pensei estar fugindo, mas, fugindo de quê? Hoje, vejo que não é fuga, é pura paixão. Eu sou naturalmente assim. Eu me aceito assim. Talvez sequelas de outras vidas.
Não sei viver sem paixão, sem estar excitada pelo novo, sem poder desbravar lugares e culturas, conhecer gente de todo o Brasil e as peculiaridades regionais. Eu não quero isto uma vez por mês, nas férias do ano, eu quero isto a vida inteira. Quando não nos apegamos demais a algum lugar é possível respirar a fundo a liberdade .
Eu preciso disto, pois, se ficar presa em um lugar, minha luz não acende, meu coração não palpita ,minhas asas enferrujam e minha alma é impedida de dançar.
Dança ao redor da fogueira na Magia
Postado em Uncategorized com as tags Brasília, bruxa, bruxas, celta, dança ao redor da fogueira, Daniela Garcia Mesquita, exotérismo, Fernando de Noronha, incensos, maga, mulheres bruxas, mulheres mergulhadoras, Pousada Magia, rituais, Wicca em fevereiro 22, 2011 por Daniela MesquitaQuando eu tinha uns dois ou três anos de idade, o tema da minha festinha de aniversário foi ” Bruxinhas”. Cada coleguinha ganhou um chapéu e uma vassoura de piaçava…Eu não me lembro os detalhes, mas a magia do dia parece ter perdurado por toda vida.
Brasília é uma cidade de poder. Não apenas o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, mas um poder voltado para o Cosmos e os elementos da natureza ( água, terra, fogo, ar e espírito). De todos os lugares que já morei, é lá que eu vejo as pessoas realmente levando à sério tudo o que envolve energia. As pessoas são muito voltadas ao zen. Muito antes disto tudo virar moda com as lojas Além da Lenda e Mundo Verde lá pelos anos 90.
Bem diferente do que aparece no Jornal Nacional. Aqueles caras alí, no Senado e na Câmara são haolis que vêm de outros estados, passam alguns poucos dias da semana na cidade e, na sexta vão embora.
Certa vez, resolvi fazer um curso de Wicca, que, segundo um conceito mais formal “ é uma religião pagã influenciada por crenças pré-cristãs e práticas da Europa ocidental que afirma a existência do poder sobrenatural e os princípios físicos e espirituais masculinos e femininos que inteiram a natureza, e que celebra os ciclos da vida e os festivais sazonais, conhecidos como Sabbats”
Na real, eu não fui lá fazer um curso de cinco meses para virar bruxa. Não se faz curso para se tornar uma bruxa. É algo muito mais intrínseco que toda esta teoria. Nasce-se bruxa. Descobre-se bruxa. No curso aprendemos tudo sobre os festivais sazonais, símbolos, preces, magias, altar. No primeiro dia de aula, uma aluna chegou para mim e disse:” Eu conheço vc de algum lugar.”. Eu não tinha a menor ideia de onde, uma vez que eu sempre fui meio nômade e estava morando em Noronha e só de passagem por Brasília e contei para ela. ” Ah! Você não é aquela mergulhadora que apareceu no Globo Repórter comendo peixe boiando no mar???”. Meu Deus! Eu pensei. Como é que ela se lembra disto? E ela me disse que tinha gravado e que assistiu várias vezes. Um outra hora eu conta esta história do Globo Repórter.
Eu não me lembro quantas vezes na semana era o curso, mas eu ia de carona com outra bruxa, lá para a Asa Norte, bem feliz. No começo não tinha muita ideia do que se tratava, fui aberta ao que viesse, mas com o meu eterno filtro virginiano. Lembrei de outra coisa. Do que me levou a fazer este curso nesta época. Eu havia feito uma regressão com um psicólogo e ao fim, estava dançando nua, em uma floresta, ao redor de uma fogueira. Fiz uma auto constatação de que talvez fosse interessante estudar um pouco mais sobre a Antiga Religião.
Era aquela fase dos quase vinte anos em que tentamos entender o mundo inteiro ao mesmo tempo, atrás de fé e ainda sem saber que muito mais importante do que ter uma religião é ter espiritualidade. Eu tentei de tudo: catolicismo, espiritismo, budismo etc…apenas no momento em que peguei um pouco de cada uma e fiz a minha própria é que eu sosseguei e hoje sou uma pessoa de fé absoluta no que acredito: “Faça o bem e o bem voltará”. “Tudo o que vc fizer voltará três vezes para você” ” Nunca duvide da presença de espíritos de luz em sua vida”. Pronto, em três frases eu resumi o que acredito e que para mim é o suficente para as coisas darem certo e para viver em paz.
Voltando ao curso. O que eu mais gostava eram as aulas práticas. Até reuniões para fazer panquecas de chocolate tinha. Tudo regado a incensos, velas e danças. Todo primeiro dia de lua cheia do mês, o Plenilúnio, nós íamos para o Parque da Cidade à noite, umas 70 bruxas, fazíamos uma enorme fogueira, um banquete de frutas e doces e dançávamos ao redor da fogueira cantando músicas celtas em português. Era uma explosão de energia. Muito bacana mesmo. Não sei se elas ainda se reunem, mas, se sim, é válido ir lá dar uma dançadinha.
Numa destas, uma equipe de TV, acho que a Bandeirante ou a Record, foi fazer um especial sobre a Wicca e nos gravou. Nisso, lá vai a Dani dar entrevista sobre o evento. Na hora eu só pensei que seria bom que minha avó de Fortaleza, suuuuuuper católica , não visse a netinha ali, dançando ao redor de uma fogueira, festejando as estações com mais 70 bruxas de preto…Não foi a Vó Bela que viu, mas um pedreiro lá no Recife, que me viu e perguntou se eu não era aquela bruxa da televisão….Ai meu Deus!
Bem, minha experiência no curso de Wicca foi bacana, mas, impossível de abraçar a causa de olhos fechados. Eu sou anti qualquer radicalismo, e, por mais interessante que fosse este religião, aquele negócio de idolatrar demais qualquer coisa não era comigo. E , mais uma vez, não foi desta vez que achei uma religião. Eu até tentei. Talvez há alguns séculos eu tivesse aderido. Na minha época de camponesa celta…
Voltando para Noronha, em um certo dia das bruxas, resolvi fazer uma grande festa de comemoração à natureza só para mulheres. Fizemos uma grande fogueira e pedi para cada uma levar um vinho e uma guloseima. Chegou a se um rebuliço na ilha. Os homens ficaram intrigados. Uma festa em que menino não entra?? Eu me lembro do Jairon dizendo que estava vendendo ingressos para os homens poderem assistir à festa, de um ponto específico da BR com uma luneta…
Este dia foi mágico. Todas dançamos ao redor da fogueira e gritávamos o que queríamos colocar para fora. Talvez nós tenhamos assustado um pouco os vizinhos…Foi uma grande purificação energética. Tenho certeza de que os que estiveram naquele dia, jamais se esquecerão daquela noite. Muitas daquelas mulheres ainda estão na ilha, como Lola, Thania Brito ( recém chegada na ilha), Tammy. Foi um evento para lá de simples e, ao mesmo tempo, sagrado.
Príncipe não, mas Rei existe sim!
Postado em Uncategorized com as tags Chevrolett Hall, Daniela Garcia Mesquita, Emoções, Rei, Roberto Carlos em fevereiro 11, 2011 por Daniela MesquitaQuando eu era mais nova, há uns 15 anos, meu irmão do meio me disse: ” Dá, não existe príncipe encantado. Se vc continuar buscando isto, vai acabar sozinha” . Bem, se príncipes não existem, podem saber que histórias de conto de fadas existem sim! Por exemplo, e, já dizendo que tudo é relativo, vou contar uma destas histórias que aconteceram comigo. A relatividade é porque para alguns que contei ouvi: ” Noooosssaaaa!! Que maravilha!!! ” e, para outras, como a Tammy disseram: Ecá! Ele tem a boca assim ó ( e fez a boca rsss). Lá vai: Meu encontro com o Rei ( já deu para sacar quem é? Não é o Pelé…).
Era um vez a Dani. Em maio de 2009. Eu morava no Recife nesta época, pois, era o lugar mais pertinho de Noronha e onde Lucca poderia estudar. Nesta época estava estudando para o concurso da Polícia Federal e ouvi na rádio: Show do Roberto Carlos no Chevrolett Hall em Olinda. Ôpa!! RC! Eu vou. Liguei para uma tia minha, irmã do meu pai, para perguntar se ela queria ir comigo. Ela estava em Fortaleza, eu acho, e não pode. Hum, tá bom. Vou sozinha né. Peguei um busão, no intervalo do meu cursinho e fui comprar o ingresso. Do mais barato é claro, pois os de mesinha e pertinho do palco era demais para o meu bolso.
Comprei e fiquei toda feliz e sendo sacaneada por alguns por estar indo ao show do Rc e sozinha. Chegou o dia. Na época eu namorava um Capitão militar que, é óbvio, não quis ir comigo, mas me levaria e me buscaria. Quando eu estava me arrumando ele me viu toda de vestido longo e até penteando o cabelo e perguntou: ” para que esta produção toda? ” E eu respondi: ” É que hoje, o Rei vai me conhecer, portanto, tenho que estar como uma rainha” e dei risada…( obs: cuidado com o que vc fala…o universo, muitas vezes, leva a sério e quando vc vê…já era).
Voltando a história. Lá vai a Dani para o show. Fiquei lááááááá bem láááááá atrás. Logo fiz uma amiga, a Maricleuza ( eu acho que era este o nome). E é claro que ela também estava sozinha , pois o marido dela se negou a ir no show do RC. E começa o show! Nós duas subimos na cadeira de plástico branca e cantamos toooodas as músicas, enxergando o Rei do tamanho de um mosquito. E a Dani gritava: Roberto! Casa comigo!!! He ehehhehehe e a Dani pensava: ” Ô Maria Rita! Libera seu marido um pouquinho para mim!” . Não sei como que eu não cai da cadeira branca de plástico com as minhas botas de salto que a mamis me deu…
E o show vai chegando ao fim. O RC canta: ” Jesus cristo, Jesus Cristo, Jesus Cristo eu estou aqui…’ e começa a distribuir rosas vermelhas. Um beijo, uma rosa. Aí, minha nova amiga Maricleuza me diz: ” Vamos lá! Nesta música ele libera para todo mundo ir perto do palco para ganhar uma rosa!”.
Então vamos!!! E lá vamos eu e Maricleuza tentar, eu disse tentar, chegar próximo ao palco. Nisto, eu já estou dando gargalhadas da minha situação! Eu ria sozinha de me doer. Era eu e um milhão de tiazinhas ( não de amigos) se pisando para tentar conseguir uma rosa do Roberto Carlos ! Não consegui chegar na frente do palco, mas na lateral e só ficava olhando aquela mulherada se matando e parece que eu também! E aí vem a parte mágica da história…
Tô eu lá. Já cheia de novas amigas. Naquela montoeira de mulheres apaixonadas. Sem olhar para o Rei, e sim para a mulherada, quando me cutucam no ombro. Eu olho e é o segurança de cima do palco falando comigo. Na hora eu pensei: “ops, será que não podia ter vindo aqui? O que eu fiz? “. Aí, o tal do segurança me diz: ” Fica aí que o Roberto quer conhecer você”. Na hora eu pensei: ” Roberto? Deve ser amigo do segurança” e nem dei muita trela. Fiquei lá e RC ” Jesuusss Criiissstooo, Jesssuuusss Cristoooo…e dalí rosa beijada”. E fui me afastando, quando outro segurança, agora não de cima do palco, mas ao meu lado, me diz: ” Não some. O Roberto pediu para te levar no camarim”. Eu comecei a dar mais risada ainda do que já estava dando né!! Fiquei incrédula. E naquela cara de ” ahm??”. Nisso, me vem a Maricreuza e mais 3 senhoras falar comigo:” Menina, o Roberto Carlos estava lá em cima , olhando para você, chamou o segurança, e mandou ele falar com vc”.
Opssssss….caramba. Então era verdade. Não era o amigo do segurança que poderia se chamar Roberto, era o Roberto Carlos!!! Ai meu Deus. Na hora eu pensei;” Virge, meu namorado falou para eu ligar para ele quando terminasse o show, e se eu for lá no Camarim, quando o tal chegar aqui vai achar meio esquisito não ter mais quase ninguém”.
Pensei, pensei e me lembrei das sacanagens que o tal namorado me tinha feito e que era quase óbvil que ele me traía…Aí , para não me arrepender depois para todo o sempre, aceitei o convite de ir conhecer o Rei , a convite do próprio em seu camarim.
E lá vem agora uma segurança mulher me chamar. Ah!! Peraí. Quando as mulheres que viram o Rei me intimar, porque, se você é louca por um artista, desde os seus 11 anos, e, ele te chama, isto se chama intimação. Quando elas perceberam a movimentação já vieram falar comigo para ir junto e querer saber tudo. Eu pensei: ops, eu que não vou levar um monte de mulher lá né? Aí eu disse: ” Olha meninas, ele me chamou porque me reconheceu. Ele é um grande amigo do meu pai e me conhece desde pequena…” .
E já fui saindo de fininho com a moça segurança, que logo pendurou uma fitinha escrito VIP ( eu acho) no meu pulso e saiu me escoltando. Isto foi algo surreal.
O Rei é rei , mas é um cara humilde. Ele recebe um monte de gente de fa clube, idosos, deficiente, pois, ao ser escoltada pela segurança moça, eu fui vendo as filas, e a moça segurança passando comigo por todas. Era portão atrás de portão…
É claro que fui recebendo uns olhares esquisitos do pessoal da fila e de repente tinha gente querendo ser minha amiga em dois segundos. Eu me fiz de louca um pouco, até porque nesta situação nem era preciso interpretar, tamanho era o meu grau de não estar acreditando naquilo. Quem acompanhou tudo passo-a-passo foi a Tammy, através de mensagens no celular: Tammy! O Roberto me chamou! Tammy, estou indo para o camarim! Tammyyyy!!!Etc etc etc…
Chegando na última fila. Eu já morreeeeeeendo de vergonha, se tivesse um saco de pão eu me enfiava dentro dele! corri para o finzinha da fila que dava no camarim, meio que sem entender e ainda sem acreditar. Aí me saí o Governador de Pernambuco, todo sorrisos do Camarim. Eu continuei na minha. Lá atrás da fila.
E aí lá vem de novo o surreal: um assessor do Roberto sai lá do camarim, atravessa a fila e me chama: ” O Roberto quer falar com você agora”.
Ai meu Deuzinho! Lá vai a Dani, a esta altura de cabelos despenteados, se equilibrando na bota de salto alto e embrulhada no meu vestido longo preto de malha. Quando eu entro no camarim, lá está ele, Roberto, o Carlos.
No meu salto alto ele ficou do meu tamanho, talvez mais baixinho que eu e não sei quem estava sorrindo mais. Aí ele pega na minha mão e pergunta meu nome: Daniela ( rssssssssssssssssssssssss mas é rsssssssssss mesmo pois, eu não conseguia parar de rir. Quem me conhece, dá para imaginar o que é uma Dani que não para de rir). Eu não precisei perguntar o nome dele né!!! Aí, ainda de mão dada comigo, ele diz , ah!! peraí! Ele acaricia meu rosto e diz ( este detalhe de acariciar meu rosto é importante): ” Você é muito linda sabia? Lá do palco eu senti a sua energia. Ela irradia. Seu sorriso é maravilhoso”.
Ai meu Deussssssssssssssssssssssssss!!!! Sabe manteiga derretida quando vai para o microondas por 3 minutos??????? Era eu e meus cabelos despenteados e mãos dadas com RC e recebendo carinho no rosto….Aí vem um batalhão de perguntas feitas por ele: ” Dani” aí eu: ” Diga Roberto ( rssssssssssssssssssssssssss). Quando eu me ouvi chamando o Roberto Carlos de “Roberto” eu caí de novo na gargalhada e assim foi toda vez que isto acontecia. O cara deve ter achado que eu fugi de um hospício ou de uma creche ou então que havia recém saído de um dentista que coloca aquele gás do riso…
E lá vem pergunta: ” O que vc faz, Dani? ‘ E a Dani: ” Eu faço jornalismo e tenho uma pousadinha em Fernando de Noronha…” E o Roberto ( meu íntimo): Que legal! Eu não conheço Fernando de Noronha! Sempre quis conhecer! ” E lá vai eu dar uma de guia turística pronta para falar da ilha quando ele diz: ” Eu tenho um Iate. O Lady Laura. Você iria para Fernando de Noronha comigo no Lady Laura?? “.
Ah não!!! Aí se eu já estava dando gargalhada, ao me imaginar ( o mundo de Bob) chegando em Noronha, no Lady Laura, com o ” Roberto” tocando sua viola eu não aguentei de tando rirrrrrrrr ( bota Rsssss nisso. Eu quase chorava! ) E ele, ria junto. Não sei se de mim ou por educação ou por nunca ter se deparado com uma mulher que ria tanto ou sei lá, só sei que ele era só sorrisos. O dele com classe, o meu sem crásse alguma!!. É impossível manter a classe numa situação destas. Ah não, ninguém prevê uma situação destas!. E depois de falar da minha vida inteira ( ele que perguntava) ele perguntou se eu conhecia Cachoeiro…eu na emoção perguntei: ” se eu gosto de cachoeiras? Ah sim!! Eu amo Pirinópolis, vou sempre lá com a minha mãe…Aí quem ficou rindo foi ele, que disse, não, é Cachoeiro do Itapemirim, minha cidade…E a Dani fez aquela cara de ahm? de novo…Eu já não sabia mais o que fazer, o que responder, como parar de rir, como regir ( isto não vem escrito na revista Nova ou na Claudia: Como agir se o Roberto Carlos te chamar no camarim…).
Bem, eu já estava ficando preocupada com os idosos e fans clubes da fila. Mas o Rei, nem um pouco preocupado. Ele é Rei , mas também é gente né? Ele pode e já havia feito um show maravilhoso para todos. Acho que estava se divertindo com a esquisita figura que ele recrutou da platéia, a loira descabelada que não parava de rir. Pense em uma escapulida de toda e qualquer inteligência que possa existir em mim. Não existia mais! Eu não era a loira burra, era a loira riso!
Bem, aí o ” Roberto” pergunta se pode tirar uma foto comigo. Ué? Não era eu quem tinha que perguntar isto??? Aí, eu digo: Mas, ” Roberto) ( rssss). Eu não tenho máquina. E o ” Roberto”: eu tenho um fotógrafo aqui Dani. E chamou o fotógrafo. E tiramos a foto.
Hum….esta é a primeira vez que eu vou contar esta história assim para todo mundo. Até hoje, só alguns sabiam, mas como nem eu , nem ele somos comprometidos ( eu era só um pouco, mas depois soube de uma efetiva traição,portanto, posso contar sem comprometer ninguém) .
E a dani diz: Roberto, eu tenho que ir” . Isto mesmo. Eu é que fui me despedir pois já tava preocupada com a fila e achando tudo aquilo muito para o meu entendimento e futura digestão cerebral, quando o Roberto diz: “Dani, eu queria te ver de novo. Sem ser aqui. Te conhecer melhor”.
Sim, ele disse isto para a descabelada loura louca que só ria. E falou: ” Você pode me dar seu telefone?”. Hum…eu pensei. Meu telefone??? Aí eu falei: Pode ser meu e-mail???. Ele me olhou, sem entender. Acho que “os pessoal ” desta geração do Rei falam mais a vontade por telefone…e ele repetiu: e-mail”não , eu quero ligar para vc”. E eu disse: Ah, tudo bem. Eu deixo lá fora com o fotógrafo…
E fomos nos despedir ( eu tomei a iniciativa de despedir). E lá vai o primeiro beijinho ( em Brasília damos 3) e este beijinho foi meio que quase um selinho. Não sei qual dos dois desviou para ser mais que selinho …E antes do segundo ele perguntou: Você me daria um beijo?
” Ahhhhh, nãaoaoaoaoaoao!! O Roberto! Me perguntando se “eu” euzinha daria um beijo nele???. Nem pensei duas vezes. E lá foi beijo de verdade…nada de 3 beijinhos ou selinho. E ele dizia:” vc é muito linda. Eu preciso te ver de novo. E dáli beijjo e a Dani era um olho fechado e o outro olhando a porta, preocupada se alguém entrasse de repente. Mais preocupada com ele do que comigo. E só por curiosidade perguntei: ô Roberto, vc não liga se te virem beijando uma mulher aqui no camarim não??. E ele : Não, seu beijo é muito bom e continuou beijando….Aí, eu disse que tinha que ir embora e fui, em total estado de choque.
No dia seguinte, acordei e tinha certeza absoluta de que tudo aquilo tinha sido um sonho, mas, ao olhar a rosa que ele me deu ao meu lado eu vi que não. Meu namoro não durou nem mais 10 dias. Depois de uma experiência como esta, eu não queira mais um cara que não me valorizava, porque até o Rei, que nem me conhecia, me valorizou. Mas, por 3 dias eu desliguei meu celular, com medo do Rei ligar…
Voltando a história do meu irmão sobre príncipes. Tudo bem, príncipes podem até não existir, mas Rei existe sim!!!
Chute na bunda…ops!
Postado em Uncategorized em fevereiro 7, 2011 por Daniela MesquitaBem…quase um ano sem escrever. E tanta coisa aconteceu. Só para começar, desde a última vez que aqui estive morei no Recife, Olinda, fui para os EUA e agora estou morando em Floripa. Umas mudanças básicas. He he he…
Acabo de levar um chute na bunda do meu agora ex -( achava que era para sempre)-namorado, me jogou lá no alto , mas , como boa virginiana que sou, ao invés de cair na lama, caí em um pula-pula que tá me jogando lá pra frente. Bem, e por falar nisto talvez fosse bom eu escrever sobre o assunto.
Sou bruxa e aprendi que quando queremos tirar alguma coisa ou sentimento ruim de dentro de nós, não adianta fingir que nada aconteceu. Tem que olhar olhos nos olhos da questão, encará-la de frente, chorar se for preciso, desabafar e aí sim, EXORCISAR para todo sempre. Se pular etapas não exorcisa direitinho. Fica ainda uma babinha da história, que pode calhar de virar semente e querer crescer e perturbar de novo. O certo é ver a vida como um grande livro. Dividido em vários capítulos. E saber que , mesmo quando um acaba, outro está para começar, e, caso seja o fim da história, há de haver sempre um próximo livro. Ás vezes nós escolhemos o livro, outras são eles que nos ecolhem. Existem milhares de livrarias e bibliotecas pelo mundo! A vida não para e fica sentadinha no banquinho te esperando resolver se quer ser feliz ou não, se é vítima ou não, quem está certo ou quem tem razão. A vida tá correndo, o relógio não vai parar de fazer seu tic-tac e a melhor hora é sempre o agora. Voilá!
Amigos que amo
Postado em Uncategorized com as tags Amios, Biba, cobra, cobra do milho, Fernando de Noronha, festa, Magia, Noronha, Recife, Samuca, Tammy em dezembro 16, 2009 por Daniela MesquitaEstes dois últimos meses foram bem especiais. Recebi visitas de pessoinhas que amo de Noronha e SP ( a Biba!)
E é claro que isto significa festa! Veio Lidiane e Ju…Fomos ao show do falso Cidade Negra ( sem o Tony Garrido) e mesmo vazio só saímos ao amanhecer…Dançamos muito ! Felizes e em paz com a vida.
Teve Tammy e Biba !
Veiotambém meu painho Ary que tive a honra de conhecer seus amigos de infância da Madalena. Uma galera de um astral show, típico de Ary. Tomamos várias na ” Toca do Leão”, um barzinho que fica ao lado do estádio do time de futebol Sport. A melhor galinha a cabidela que já comi na vida! Levei a máquina mas sem a bateria…LOOOIRRAA!
Veio meu amado e querido ser humano ex-cunhado Ronaldo…Fiz a entrevista na cobertura com ele e logo em seguida chegam Martinha e Samuca e eis que temos uma festa com direito a pisca-pisca de natal, Smirnof Ice, coxinha, musiqunha, piscina, os cachorros…etc etc etc…Os detalhes ficam no baú do tesouro…
Teve sessão filme com o pessoal, sessão coca-cola com cupim e macaxeira no Mercado da Madalena e para finalizar, na semana seguinte, sessão Tio Ronaldo trazendo uma cobra de presente para o Lucca!
Eu e Lidis apelidamos esta semana de semana ” Alfa-charlie” tamanha surrealidade que foi.
Eu fico bem sozinha no Recife mas quando estou acompanhada é sempre de amigos que amo muito e de longa data. Daquele tipos de amigo em que não se encaixa em quaquer geografia. Uma vez Tammy me deu um cartãozinho que grudo onde quer que eu more que diz:
” Amigos são como estrelas. A gente nem sempre vê mas sabe que estão lá…”
Gente de tudo quanto é jeito
Postado em Uncategorized com as tags Brasil, Brazil, casamento, Correios, Fernando de Noronha, Fila, Magia, Noronha, Pousada Magia, segurança em dezembro 16, 2009 por Daniela MesquitaQuando me mudei para o continente, no objetivo de concluir minha faculdade de jornalismo, o que mais senti falta foi a convivência com as pessoas que faziam parte do meu dia-a-dia.
Uma coisa que reparo aqui no “Brasil” é a distância entre as pessoas. Há um desfiladeiro entre você e o próximo, mesmo que esta distância signifique menos de um metro. Talvez, por segurança, isto até seja o normal nas grandes cidades. Gente com medo de gente. Se tem gente que tem muito e outra gente que não tem nada é claro que uma hora a fome fala mais alto e as gentes se confrontam. Noronha possui mais esta singularidade. As gentes se abraçam e dizem bom dia, não importando o tamanho da sua conta bancária.
Considero Noronha como um casamento que dá certo. Você convive intimamente com os moradores , vê seus amigos todos os dias , mora perto, almoça junto e mesmo assim, não enjoa e nem fica brigando por causa de um sapato virado ou de um miojo sem caldinho. 
O mais bacana é que na ilha, ironicamente, os encontros são casuais. É na fila do banco, do mercado, dos Correios. Aliás, acho que não existe em lugar algum, filas mais sociáveis que as de Noronha. Você chega, conhece a fila toda, é amigo do caixa, do padeiro, do açougueiro e do confeiteiro. Conhece quem está na sua frente, quem está atrás e quem acabou de chegar. Conhece o segurança, o taxista que passou lá fora e o motorista que vai entregar as suas compras . Quando compro algo é só escrever na sacolinha: “Magia”. Pronto. Vai chegar na minha pousada!





































































